Não seria tão cruel a ponto de dizer, num tom depressivo/pessimista, que estamos aqui, vivos, para morrer, nem quero entrar em discussões filosófico-religiosas acerca da Morte. Só quero, antes de continuar, afirmar, por mais repulsivo e horrível que pareça: todos nós (com exceção da Dercy Gonçalves e do Oscar Niemeyer) vamos morrer.
Então para que viver!?
Ora, não me venha com perguntas imbecis!
Já citei isso num post anterior: a Vida é espera(nça). Eu, sinceramente, espero coisas boas da Vida, já obtive muitas provas de que essas coisas boas existem. Quero que a Vida espere (e que consiga!) coisas boas de mim.
Quero poder olhar para trás e sentir saudades de todas os momentos maravilhosos que vivi; quero me apaixonar, fazer a diferença na vida de alguém; quero errar, aprender, chorar, sofrer; quero defender meus ideais e me arrepender quando for preciso.
Pois não há mal em se arrepender, sempre seremos contradições perambulantes e a mudança é que nos faz melhores, ou piores... Mas eu quero, quando a minha hora chegar, ter a certeza de que o mundo que EU transformei é, nem que seja só um pouquinho, melhor do que o mundo em que me jogaram quando eu nasci.
Ainda tenho tantas coisas para viver... e por isso tenho despeito à Morte, por mais que Ela consiga enfim, Ela não merece a minha alma.
"Nunca arrependida de ter-se arrependido, de ter vivido".