sábado

epitáfio

Calma! A Morte não está nos meus planos, nem a curto, médio ou longo prazo. Mas quando pensa-se demais na Vida, pensa-se, inevitavelmente, na Morte, em como nos esforçamos para sermos pessoas melhores, menos imperfeitas, apenas para que a Morte faça algum sentido.

Não seria tão cruel a ponto de dizer, num tom depressivo/pessimista, que estamos aqui, vivos, para morrer, nem quero entrar em discussões filosófico-religiosas acerca da Morte. Só quero, antes de continuar, afirmar, por mais repulsivo e horrível que pareça: todos nós (com exceção da Dercy Gonçalves e do Oscar Niemeyer) vamos morrer.

Então para que viver!?

Ora, não me venha com perguntas imbecis!

Já citei isso num post anterior: a Vida é espera(nça). Eu, sinceramente, espero coisas boas da Vida, já obtive muitas provas de que essas coisas boas existem. Quero que a Vida espere (e que consiga!) coisas boas de mim.

Quero poder olhar para trás e sentir saudades de todas os momentos maravilhosos que vivi; quero me apaixonar, fazer a diferença na vida de alguém; quero errar, aprender, chorar, sofrer; quero defender meus ideais e me arrepender quando for preciso.

Pois não há mal em se arrepender, sempre seremos contradições perambulantes e a mudança é que nos faz melhores, ou piores... Mas eu quero, quando a minha hora chegar, ter a certeza de que o mundo que EU transformei é, nem que seja só um pouquinho, melhor do que o mundo em que me jogaram quando eu nasci.

Ainda tenho tantas coisas para viver... e por isso tenho despeito à Morte, por mais que Ela consiga enfim, Ela não merece a minha alma.

"Nunca arrependida de ter-se arrependido, de ter vivido".