As pessoas entram na vida umas das outras de diversas maneiras, por indeterminados períodos de tempo, por incertas razões. Seus caminhos se cruzam de forma irreversível, cada um deixa marcas inevitáveis, marcas que vão desde amores de uma vida toda ao esquecimento.
É o movimento da vida o qual não se pode evitar. Todos nós estamos sujeitos à amizades, paixões, desamores, encontros, desencontros e reencontros, não há meio de evitar.
Vivemos para dar sentido e direção à vida dos outros e, conseqüentemente, todas as outras pessoas existem, simplesmente, para que possamos também existir.
Cada um recebe a própria vida nas mãos e a leva adiante a seu modo, como pode e/ou lhe convém. O que será dela é incerto, todo mundo e ninguém é culpado pelo que possa nos acontecer.
Trata-se de um jogo de azar em que quem souber blefar com cartas ruins, leva a partida e, de vez em quando, temos às mãos a jogada perfeita, cabe a nós saber jogar e levar o máximo possível da mesa. Mas deixo aqui um conselho, ou melhor, um aviso: no final, a banca sempre vence.
segunda-feira
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